Sobre guarda-chuvas

Eu tive a ideia há duas ou três semanas de começar um blog por um post que se chamaria “Sobre guarda-chuvas”. O que me fez pensar que eu não sei exatamente o que dizer sobre guarda-chuvas. Talvez porque nunca os tive por mais do que algumas semanas. (Sabe se lá o porquê, mas sempre tive grande capacidade de perdê-los).

Eles, os guarda-chuvas, sempre foram ausentes na minha vida. Talvez porque eu nunca tenha encontrado um no meio da chuva.

No entanto, sempre que eu tentava inaugurar a labuta, lá vinha o maldito título “Sobre guarda-chuvas”. Porque eu estou tão obcecado por esse objeto? Não há qualquer utilidade do guarda-chuva no dia-a-dia. O guarda-chuva exige uma situação. Não acordamos de manhã e pensamos: hoje eu vou sair de guarda-chuva.

Eu sonhei – eu acho – com a minha imagem dirigindo um filme na rua. Uma jovem anda por uma calçada ensolarada. De dentro da bolsa ela saca o armamento desnecessário. As pessoas questionam com olhares. E a sua estranheza vira ato político.

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