Sobre o fim de um ciclo

18:54 pm.

Eu vesti o casaco, me aproximei da beirada da janela e olhei para as árvores lá fora. O sol já se escondera completamente em sua timidez.

Insisti em verificar se os meus pensamentos tinham sentido. Acabei me conformando de que não se sabe muito sobre nada mesmo. Meus olhos estavam cansados. E não havia ninguém para por as mãos no meu rosto. Não parecemos bonitos quando não temos para onde ir?

Por mais um momento voltei a insistir nos pensamentos de sempre. Embora, dessa vez, houvesse uma sensação de término, de conclusão. Uma jornada tinha acabado – e a música que tocava era como um novo adeus ao Oeste. (E não havia lágrimas nos meus olhos, talvez um pouco de cansaço e uma sensação de fome; de quem ainda não viu nada do mundo).

E aí eu assisti sua silhueta se afastando no corredor branco, vagando preguiçosamente entre as paredes. Era mais do que o fim de um ciclo; era um adeus particular, como se o seu corpo fosse deixar de existir no fim do mês.

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