Sobre a paz

Johnny fumava ungido sobre um caixote de madeira, as pernas esticadas. Ficava tudo escuro quando sua garganta relaxava – depois vinha uma luz arredondada e de novo o escuro.

Minha cabeça estava apoiada numa pequena almofada que fedia a mofo. Eu não fumava.

Ainda eram sete horas. Fazia silêncio, e era meio solitário. Eu estava completamente entediado.

Surgiu-me a ideia de sacar a lanterna e abrir as páginas de uma antiga revistinha em quadrinhos que havia achado num posto de gasolina abandonado. Johnny estava alerta. Johnny sabia das coisas. E a fumaça subia cautelosamente até atingir o teto improvisado.

De repente:

– Está tudo tranquilo, meu velho; mas me passe essa arma aí.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s