Every Day I Come Closer to the Light From Which I Came

Ao lado do baterista Ted Parsons (Swans), Broadrick implodia canções de pós-rock com guitarras que, nos momentos mais espaciais, pendiam para o sludge metal e, nos momentos mais melódicos, para o shoegaze. Every Day I Get Closer continua se utilizando dessa dicotomia, mas optando por uma sonoridade mais distante e contemplativa. Se a sensação de expansão acontecia durante a audição (muitas vezes incessante e quase sufocante) , agora isso acontece na proposta conceitual do álbum. Trata-se de uma temática ambiciosa, que mira o sublime buscando colocar o ouvinte num espécie de meditação religiosa sobre a morte – ou, como a primeira música incita, o retorno para casa. É bastante satisfatório enxergar essa busca riquíssima de Broadrick, ainda que o disco me pareça uma tanto pequeno perto do que ele busca dimensionar. Sem falar há pouco tempo tivemos dois discos violentíssimos, The Seer do Swans e ‘Allelujah! Don’t Bend! Ascend! do Godspeed You! Black Emperor, que devem nos garantir pelo menos uns três anos em que nada soará tão musculoso quanto. Every Day I Come Closer to the Light From Which I Came (2013, EUA) – Jesu. **

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