Copa dos Campeões

1. Escrevo sim. E nos tempos livres. Me pergunto se não deveria descansar das palavras e números nesses intervalos. Nem sempre. Acho não se descansa quando se tem uma necessidade. E escrever assim, meio no banzo, é quase fisiológico. E, vá lá, estudar não cansa a parte criativa; pelo contrário,  a deixa meio quieta ali, germinando, arranhando a porta do confinamento.

2. Primeira anotação da semana 1 do ano 0: dormir quando o relógio bate 10h é frustrante — mas útil. Absolutamente nada acontece antes das dez horas. Aposto que ninguém que escreveu um grande livro, o escreveu lá pelas cinco da tarde. Duvido. Conclusão da primeira anotação da semana 1 do ano 0: a arte está na madrugada. E a madrugada só existe para os que tem tempo. E do tempo não sou mais amigo.

3. O que me leva a pensar: porque mais tempo? As 24 horas estão perfeitamente distribuídas na minha rotina atual. Se sobra tempo, acha-se formas de gastá-lo. Portanto, quanto menos tempo sobra, maior é o “tempo líquido”. Estou chamando de “tempo líquido” aqui, o tempo bem utilizado (o lucro), independente da sua função. Perceba, então, que isso vale para tudo.

3.1. Na tarde de terça-feira remanejei meus horários e consegui assistir a partida do Barcelona x Manchester City pela Champions League. Foi fácil notar que esse tempo funcionou como um poderoso rechaço de lazer. No ócio, não seria somente mais um tempo? Mais uma forma de gastá-lo? A ideia de “gasto” se desconstrói e se torna outra: usufruto.

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